CINE participa de missão brasileira na Holanda na área de hidrogênio verde

Membros do comitê executivo do CINE estiveram na Holanda no final de maio participando de uma missão organizada pela Rede Diplomática dos Países Baixos no Brasil para o intercâmbio de experiências e conhecimento na área de hidrogênio de baixo carbono. A comitiva brasileira incluiu representantes de universidades, empresas e órgãos do governo.
“Tivemos a oportunidade de conhecer soluções inovadoras e discutir estratégias para tornar o uso do hidrogênio mais acessível, sustentável e eficiente”, conta o professor Ernesto Chaves Pereira (UFSCar), coordenador do programa de Hidrogênio Verde do CINE que participou da missão junto à diretora do centro, a professora Ana Flávia Nogueira (Unicamp). “A troca de experiências entre os dois países foi extremamente enriquecedora e revelou como a cooperação internacional pode acelerar o desenvolvimento de tecnologias limpas”, completa o coordenador.
O programa da missão incluiu a participação no maior evento do mundo dedicado ao tema do hidrogênio, o World Hydrogen Summit and Exhibition (WHS), que foi realizado nos dias 20, 21 e 22 de maio na cidade de Rotterdam e contou com cerca de 300 palestrantes, 700 expositores e milhares de participantes. Além disso, a comitiva visitou empresas e instituições holandesas que estão na vanguarda da transição energética; inclusive, o Porto de Rotterdam, que é o maior porto marítimo da Europa e um dos centros de comercialização de hidrogênio mais importantes do mundo.
Essa rica experiência permitiu aos representantes do CINE comparar os avanços da Holanda e do Brasil na área de hidrogênio de baixo carbono. “Do ponto de vista científico, saímos com uma boa notícia: as instituições brasileiras de pesquisa estão alinhadas com o que se faz no exterior”, comemora o professor Ernesto. No entanto, de acordo com ele, a realidade é outra quando se olha para a aplicação do conhecimento científico e tecnológico. “No Brasil, ainda não temos uma estrutura consolidada de empresas — nem startups, nem grandes companhias — voltadas para o uso prático do hidrogênio de baixo carbono”, diz ele.
Na opinião de Ernesto, o país precisa de um ecossistema que reúna infraestrutura, empresas, políticas públicas e financiamento para transformar o potencial científico em inovação prática, aproveitando a vantagem do Brasil de ser um dos países com a matriz energética mais limpa do mundo. “Temos uma oportunidade rara de liderar uma nova era de industrialização — uma neoindustrialização verde — baseada em empresas sustentáveis e comprometidas com uma abordagem de baixo carbono”, opina ele.
“A missão nos mostrou que temos muito a oferecer, mas também que é hora de agir para não perdermos essa janela de oportunidade, pois o futuro da energia limpa depende não só de boas ideias, mas também da nossa capacidade de transformá-las em realidade”, conclui o coordenador do programa Hidrogênio Verde do CINE.
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Ernesto C. Pereira
UFSCar