Membro do CINE participa de programa de energias renováveis na China
Bruno Bitarães Neto Salgado Brandão, bolsista de transferência de tecnologia do CINE desde 1º de julho deste ano, realizou na China a sua primeira missão de trabalho.
Entre os dias 2 e 22 de julho, ele participou de seminários acadêmicos e visitas a empresas chinesas. Uma parte das atividades foi realizada dentro do programa “Green Energy Youth Leadership Camp”, iniciativa realizada pela North China Electric Power University (NCEPU) para promover uma imersão de jovens do mundo em tecnologias para a energia limpa e o desenvolvimento sustentável. Neste ano, o foco do evento foi apresentar soluções desenvolvidas na China para integrar energias renováveis à rede elétrica.
“O programa incluiu seminários sobre energia eólica, energia solar, linhas de transmissão em alta tensão de corrente contínua, dispositivos semicondutores para conversão de potência AC/DC, geração de hidrogênio verde e seu ecossistema na China, e baterias e sistemas BESS”, detalha Bruno.
Nas visitas técnicas, Bruno percorreu sete cidades chinesas para conhecer fábricas de baterias e eletrolisadores; uma planta da State Grid Corporation of China que associa energia fotovoltaica, eólica e baterias, e a sede da empresa estatal de energias renováveis China Three Gorges Corporation.
Enquanto bolsista de transferência de tecnologia do CINE, Bruno atua na interface com o setor produtivo, mapeando pesquisas realizadas no centro que têm potencial para o mercado, buscando empresas que possam se interessar por essas tecnologias e incentivando a proteção da propriedade intelectual.
Durante a missão na China, ele teve a oportunidade de compreender como acontece a integração universidade – empresa no país.
“O modelo de desenvolvimento chinês combina investimento direto em pesquisa fundamental nas universidades com direcionamento estratégico quinquenal em nível federal”, explica Bruno. De acordo com ele, a partir desse direcionamento, cada província organiza seus próprios incentivos tributários, fiscais e de investimento público – privado. Como resultado, gera-se uma competição para produzir as companhias mais eficientes e bem-sucedidas. “Quando essas empresas atingem maturidade comercial, os incentivos locais são retirados e elas são direcionadas ao mercado internacional”, diz o bolsista do CINE.
Bruno tem graduação em Química pela UFMG e doutorado em Química pela USP. Fez pós-doutorado na UNICAMP no contexto do CINE, onde participou da organização de eventos de formação de empreendedores. Tem experiência em gestão de projetos de alto risco tecnológico e aumento do grau de maturidade tecnológica: foi o pesquisador responsável de um projeto de inovação aberta entre a USP e a empresa Metal-Chek, que teve apoio da FAPESP e da FINEP, e participou da criação das startups Terpenus e Cath Energy.
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Bruno Brandão
UNICAMP
