Uma equipe de cientistas computacionais do CINE desvendou as interações que acontecem no nível atômico entre perovskitas e MXenes. Os resultados podem orientar o design de células solares que combinem as excelentes propriedades complementares que esses materiais oferecem. Entre outros resultados, os pesquisadores descobriram que a presença de MXenes pode proteger a célula solar de perovskita da degradação. “Nossas descobertas funcionam como um guia prático para o desenvolvimento de células solares mais eficientes e duráveis”, diz o professor Matheus Paes Lima (UFSCar), pesquisador do CINE que liderou o trabalho. Saiba mais.
Inteligência artificial aplicada a materiais e energia
Foi realizado em São José dos Campos o primeiro workshop do CINE dedicado ao uso de inteligência artificial para o desenvolvimento de tecnologias de geração e armazenamento de energia. O evento foi organizado pelo programa Design Computacional de Materiais (CMD) e reuniu cerca de 30 participantes do meio acadêmico e de empresas, entre membros do CINE e convidados externos. “Os principais resultados do workshop foram a integração da equipe do CINE, a divulgação das pesquisas realizadas no CMD e a possível cooptação de novos alunos e pesquisadores para nossos projetos”, diz o professor Marcos Quiles (UNIFESP), vice-coordenador do CMD e organizador do workshop. Saiba mais.
Colaboração do BRICS na área de perovskitas
Pesquisadores do CINE participam, mais uma vez, de uma cooperação internacional na área de perovskitas. “Nesta colaboração com grupos de pesquisa da China e da Rússia, trabalhamos juntos com o objetivo de abordar tópicos na fronteira do conhecimento em perovskita, como as aplicações no espaço e a questão da estabilidade ambiente”, diz a professora Ana Flávia Nogueira (UNICAMP), pesquisadora e diretora do CINE. O trabalho resultou na publicação de um artigo de perspectiva que foi destacado pelo periódico Energy Advances entre os melhores papers de 2026. Um dos diferenciais do estudo é mostrar que células solares de perovskita são muito promissoras para uso em satélites, dada a sua resistência à radiação e temperatura do espaço. Saiba mais.
No segundo seminário de 2026, o programa CINE Talks vai receber a pesquisadora de pós-doutorado Raissa Venâncio para falar sobre os desafios e as soluções de transformar descobertas realizadas no laboratório em baterias e supercapacitores fabricáveis. A jovem cientista vai explorar a relação entre as propriedades físico-químicas dos eletrólitos e os processos que podem ser usados para produzi-los. A apresentação servirá como guia para a fabricação de sistemas de armazenamento de energia e, também, como inspiração para o desenvolvimento de dispositivos que sejam compatíveis com a produção em larga escala. Para participar da palestra, basta preencher o formulário disponível aqui até o dia 16 de abril.
Confira a reportagem da revista Pesquisa Fapesp sobre o processo eletroquímico, desenvolvido no âmbito do CINE, que transforma nitrato (poluente comum em águas residuais e efluentes) em amônia verde (matéria-prima de fertilizantes). A pesquisa gerou uma patente que foi licenciada em 2025 para uma startup.
Veja também a matéria da Agência Fapesp sobre um trabalho realizado no âmbito do CINE para otimizar supercapacitores baseados em sódio – elemento semelhante ao lítio no desempenho, porém mais abundante no planeta.
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