{"id":10841,"date":"2024-11-14T06:53:55","date_gmt":"2024-11-14T09:53:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cine.org.br\/?p=10841"},"modified":"2024-12-02T16:58:16","modified_gmt":"2024-12-02T19:58:16","slug":"cine-recebe-r-824-milhoes-da-shell-e-fapesp-para-15-novos-projetos-de-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cine.org.br\/pb\/cine-recebe-r-824-milhoes-da-shell-e-fapesp-para-15-novos-projetos-de-pesquisa\/","title":{"rendered":"CINE inicia 15 novos projetos com investimento da Shell e FAPESP"},"content":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 de ontem, 13 de novembro, a Shell Brasil, FAPESP, Unicamp, UFSCar e USP assinaram um conv\u00eanio que viabilizar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de 15 novos projetos de pesquisa e desenvolvimento dentro do Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias (CINE). Ao longo dos pr\u00f3ximos cinco anos, o foco dos estudos do CINE ser\u00e1 aprimorar tecnologias para produzir energia usando fontes renov\u00e1veis e processos de baixa pegada de carbono. O objetivo \u00e9 tornar essas tecnologias cada vez mais eficientes, econ\u00f4micas e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cO CINE pesquisa tecnologias alinhadas com as necessidades do mercado e com os desafios energ\u00e9ticos do mundo de hoje. E a Shell tem o compromisso com a inova\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para realizar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Estamos construindo, em formato de parceria com as mais habilitadas institui\u00e7\u00f5es, as bases desse caminho que visa transcender fronteiras, em um centro de excel\u00eancia internacional\u201d, comenta Olivier Wambersie, diretor de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o da Shell Brasil.<\/p>\n<p>Os novos projetos ser\u00e3o divididos em quatro programas de pesquisa que se interconectam: Gera\u00e7\u00e3o de Energia, Armazenamento Avan\u00e7ado de Energia, Hidrog\u00eanio Verde e Design Computacional de Materiais. Inicialmente, a equipe cient\u00edfica envolvida nos projetos ser\u00e1 formada por pesquisadores ligados a 11 institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa brasileiras.<\/p>\n<p>Nessa etapa, ser\u00e3o investidos R$ 82,4 milh\u00f5es, dos quais R$ 62,4 milh\u00f5es s\u00e3o financiados pela Shell, por meio da cl\u00e1usula em PD&amp;I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o) da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP). A FAPESP investir\u00e1 os demais R$ 20 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;A FAPESP est\u00e1 muito contente em renovar a parceria com a Shell e a Unicamp no Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias. Esta \u00e9 uma agenda central para o Brasil e para S\u00e3o Paulo. S\u00e3o v\u00e1rias tem\u00e1ticas novas na gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel e nas quest\u00f5es de armazenamento. Temos certeza de que o CINE vai repetir o \u00eaxito que j\u00e1 teve nos anos anteriores &#8220;, diz Carlos Am\u00e9rico Pacheco, diretor-presidente do Conselho T\u00e9cnico Administrativo da FAPESP.<\/p>\n<p>Segundo Ana Fl\u00e1via Nogueira, diretora do CINE e professora do Instituto de Qu\u00edmica da Unicamp, o maior desafio da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u00e9 gerar alternativas ao uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis.\u00a0 \u201cImposs\u00edvel falar em combust\u00edveis do futuro sem pensar em desenvolver energias renov\u00e1veis que reduzam gradualmente o uso de g\u00e1s natural, petr\u00f3leo e carv\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o de calor e energia nos processos industriais. Para garantir a continuidade desse processo, \u00e9 crucial implementar solu\u00e7\u00f5es de armazenamento de energia em grande escala, que supram a demanda mesmo nos per\u00edodos de intermit\u00eancia das fontes renov\u00e1veis\u201d, explica a diretora.<\/p>\n<p>Ana Fl\u00e1via complementa: \u201cO hidrog\u00eanio de baixo carbono se destaca como um elemento vers\u00e1til, pois pode ser utilizado tanto como combust\u00edvel direto quanto como mat\u00e9ria-prima para outras mol\u00e9culas, ao ser combinado com CO\u2082 capturado de outros processos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Quatro novas \u00e1reas de pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>Os quatros novos programas se dividir\u00e3o em: Gera\u00e7\u00e3o de Energia, Armazenamento Avan\u00e7ado de Energia, Hidrog\u00eanio Verde e Design Computacional de Materiais.<\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/www.cine.org.br\/pb\/pesquisa\/?type=eg\">Gera\u00e7\u00e3o de Energia<\/a>, destaca-se um projeto de energia solar que usa material inovador baseado em cristais de perovskita, mat\u00e9ria-prima mais barata e com menor pegada de carbono em sua fabrica\u00e7\u00e3o, quando comparada ao painel de cristais de sil\u00edcio, amplamente aplicado atualmente. Os pesquisadores pretendem criar prot\u00f3tipos para testar em ambientes representativos.<\/p>\n<p>O programa de <a href=\"https:\/\/www.cine.org.br\/pb\/pesquisa\/?type=aes2\">Armazenamento Avan\u00e7ado de Energia<\/a> aprimora tecnologias de armazenamento de energia el\u00e9trica, com melhor desempenho e custo acess\u00edvel. O intuito \u00e9 utilizar essas tecnologias para armazenar energia quando houver excesso e fornec\u00ea-la quando houver demanda, compensando dessa forma a intermit\u00eancia de fontes de energia renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>O programa do <a href=\"https:\/\/www.cine.org.br\/pb\/pesquisa\/?type=gh\">Hidrog\u00eanio Verde<\/a> se dedicar\u00e1 a identificar materiais inovadores que ajudar\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o de custos de componentes-chave dos chamados eletrolisadores, equipamentos respons\u00e1veis pela gera\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio verde atrav\u00e9s da quebra da mol\u00e9cula da \u00e1gua. Os pesquisadores tamb\u00e9m buscam oportunidades na melhora de efici\u00eancia destes equipamentos, atrav\u00e9s de estudos avan\u00e7ados no tema.<\/p>\n<p>A \u00e1rea de <a href=\"https:\/\/www.cine.org.br\/pb\/pesquisa\/?type=cmd\">Design Computacional de Materiais<\/a> contar\u00e1 com as ferramentas de computa\u00e7\u00e3o e intelig\u00eancia artificial (IA) do CINE para realizar an\u00e1lises de viabilidade de cen\u00e1rios, avaliando de antem\u00e3o a probabilidade de sucesso de alguns caminhos de desenvolvimento dos demais programas, encurtando a rota de sucesso da tecnologia em an\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>Sobre o CINE<\/strong><\/p>\n<p>Fundado pela Shell Brasil e pela FAPESP em 2018, o CINE \u00e9 um centro de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o brasileiro que tem se destacado, no Brasil e no exterior, no desenvolvimento de tecnologias que podem acelerar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e ajudar a estabelecer uma economia de baixo carbono.<\/p>\n<p><strong>Sobre a Shell<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 110 anos no pai\u0301s, a Shell e\u0301 uma empresa de energia integrada com participa\u00e7\u00e3o em Upstream, no Novo Mercado de Ga\u0301s Natural, Trading, Pesquisa &amp; Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renov\u00e1veis, com um neg\u00f3cio de comercializa\u00e7\u00e3o no mercado livre e produtos ambientais, a Shell Energy Brasil. Aqui, a distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis e\u0301 gerenciada pela joint-venture Rai\u0301zen, que recentemente adquiriu tamb\u00e9m o neg\u00f3cio de lubrificantes da Shell Brasil. A companhia trabalha para atender a\u0300 crescente demanda por energia de forma econ\u00f4mica, ambiental e socialmente respons\u00e1vel, avaliando tend\u00eancias e cen\u00e1rios para responder ao desafio do futuro de energia.<\/p>\n<p>Anualmente, a Shell investe aproximadamente R$ 500 milh\u00f5es em P&amp;D, sendo 70% da verba destinada a projetos voltados para descarboniza\u00e7\u00e3o e a efici\u00eancia da ind\u00fastria offshore. A Shell hoje \u00e9 a companhia privada que mais investe na inova\u00e7\u00e3o do setor no pa\u00eds, ficando atr\u00e1s apenas da Petrobras, de acordo com ranking da ANP.<\/p>\n<p><strong>Sobre a FAPESP<\/strong><\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 uma das principais ag\u00eancias de fomento \u00e0 pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica do pa\u00eds. Com um or\u00e7amento anual correspondente a 1% do total da receita tribut\u00e1ria do Estado, a FAPESP est\u00e1 ligada \u00e0 Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo e apoia pesquisa e desenvolvimento tecnol\u00f3gico, al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores paulistas no Brasil e no Exterior.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 de ontem, 13 de novembro, a Shell Brasil, FAPESP, Unicamp, UFSCar e USP assinaram um conv\u00eanio que viabilizar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de 15 novos projetos de pesquisa e desenvolvimento dentro do Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias (CINE). Ao longo dos pr\u00f3ximos cinco anos, o foco dos estudos do CINE ser\u00e1 aprimorar tecnologias para produzir energia usando fontes renov\u00e1veis e processos de baixa pegada de carbono. 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