{"id":2706,"date":"2020-10-09T18:16:55","date_gmt":"2020-10-09T21:16:55","guid":{"rendered":"http:\/\/cine.org.br\/?p=2706"},"modified":"2021-09-22T15:05:12","modified_gmt":"2021-09-22T18:05:12","slug":"dec-firma-parceria-para-substituicao-de-ouro-por-materiais-a-base-de-carbono-em-celulas-solares-de-perovskita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cine.org.br\/en\/dec-firma-parceria-para-substituicao-de-ouro-por-materiais-a-base-de-carbono-em-celulas-solares-de-perovskita\/","title":{"rendered":"DEC firma parceria para substitui\u00e7\u00e3o de ouro por materiais a base de carbono em c\u00e9lulas solares de perovskita"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Dentre os desafios a serem superados para que as c\u00e9lulas solares de perovskita possam concretizar seu potencial como tecnologia fotovoltaica est\u00e1 a substitui\u00e7\u00e3o de materiais com alto custo, como o ouro usado como contraeletrodo, mantendo e aprimorando indicadores de performance e de estabilidade frente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais. Nesse sentido, materiais a base de carbono \u2013 como grafeno e derivados \u2013\u00a0 v\u00eam sendo testados nesses dispositivos, n\u00e3o s\u00f3 para substitui\u00e7\u00e3o de contraeletrodos de ouro, mas tamb\u00e9m para uso como eletrodo condutor transparente, camada transportadora de el\u00e9trons, camada transportadora de buracos e modificadores de interfaces.<\/p>\r\n\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n\r\n<p>Al\u00e9m de ser uma mat\u00e9ria prima de alto custo, a deposi\u00e7\u00e3o do ouro tradicionalmente \u00e9 feita por m\u00e9todos que demandam elevado consumo de energia. Em contrapartida, os materiais a base de carbono s\u00e3o abundantes, baratos, hidrof\u00f3bicos \u2013 podendo, assim, atuar como barreira \u00e0 umidade \u2013 e podem ser processados por m\u00e9todos tamb\u00e9m mais baratos e escalon\u00e1veis.<\/p>\r\n\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n\r\n<p>Nesse contexto, a divis\u00e3o de Portadores Densos de Energia (DEC) do CINE, por meio do Laborat\u00f3rio de Nanotecnologia e Energia Solar (LNES) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Centro de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Renato Archer (CTI), firmou parceria com o projeto MGgrafeno voltada \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas solares de perovskita de grande \u00e1rea com contraeletrodos de grafeno em substitui\u00e7\u00e3o ao ouro. Por meio da parceria, os materiais a base de carbono ser\u00e3o fornecidos pela planta piloto do MGgrafeno.<\/p>\r\n\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n\r\n<p>O <a href=\"http:\/\/lnes.iqm.unicamp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">LNES<\/a> \u00e9 pioneiro no Brasil na \u00e1rea das c\u00e9lulas solares de perovskita, alcan\u00e7ando dispositivos com efici\u00eancia em torno de 19%, mas ainda em pequena escala, com \u00e1rea ativa aproximada de 0,12 cm<sup>2<\/sup>. Atualmente, o Laborat\u00f3rio est\u00e1 direcionando seu trabalhando tamb\u00e9m \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de dispositivos com \u00e1rea ativa maior que 10 cm<sup>2<\/sup>.<\/p>\r\n\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n\r\n<p>J\u00e1 o <a href=\"https:\/\/www.mggrafeno.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">MGgrafeno<\/a> \u00e9 uma iniciativa da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN). Foi respons\u00e1vel pela implementa\u00e7\u00e3o da primeira planta piloto de grafeno do Brasil, que hoje opera com capacidade instalada de 300 quilos por ano.<\/p>\r\n\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n\r\n<p>Desde 2011, o LNES atua em colabora\u00e7\u00e3o com o <a href=\"https:\/\/www.cti.gov.br\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">CTI<\/a> em projetos com c\u00e9lulas solares e, para o desenvolvimento das c\u00e9lulas de grande \u00e1rea, ser\u00e3o realizadas altera\u00e7\u00f5es que j\u00e1 foram adotadas em uma vers\u00e3o preliminar de prot\u00f3tipo preparada para prova de conceito, ainda com eletrodo a base de ouro. No desenvolvimento do projeto, ser\u00e1 feita a substitui\u00e7\u00e3o pelos materiais a base de carbono.<\/p>\r\n<hr \/>\r\n<p><strong>Imagem:<\/strong> C\u00e9lula solar de perovskita com \u00e1rea ativa de 9 cm2.<\/p>\r\n<p><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Francineide Lopes de Ara\u00fajo (p\u00f3s-doc LNES).<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dentre os desafios a serem superados para que as c\u00e9lulas solares de perovskita possam concretizar seu potencial como tecnologia fotovoltaica est\u00e1 a substitui\u00e7\u00e3o de materiais com alto custo, como o ouro usado como contraeletrodo, mantendo e aprimorando indicadores de performance e de estabilidade frente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais. 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